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Naceu mais um na Família JEM

O Rio de Janeiro acolheu, neste último fim de semana (25, 26, 27 de fevereiro de 2011) a caravana da JEM (Juventude Espiritana Missionária). Trinta e dois (32) jovens participaram do 3o CDL Espiritano que aconteceu na Paróquia São Cristovão de Cabo Frio. Além de jovens das duas paróquias espiritanas de Cabo Frio (São Cristovão e Nossa Senhora da Esperança), o Curso também contou com a presença de jovens das Paróquias Cristo Libertador de Angra dos Reis e Nossa Senhora das Graças de Muriqui.

O CDL Espiritano é uma leve adaptação do renomado Curso de Dinâmica para Lideres (CDL) promovido pelo CCJ (Centro de Capacitação da Juventude). Utilizamos a metodologia do CDL porque acreditamos que é uma ferramenta pedagógica eficaz que favorece o papel protagonista do jovem no processo de evangelização e da construção do seu projeto de vida. O principal objetivo destes encontros é ajudar os jovens a conhecer melhor a historia e o carisma dos missionários espiritanos que servem as suas comunidades eclesiais. Esperamos que os jovens, depois de cada curso, sejam os futuros multiplicadores do curso e se interessem mais pela Congregação do Espírito Santo. O que queremos é formar multiplicadores de multiplicadores e uma verdadeira rede de jovens interessados na historia, na missão e no carisma da nossa Congregação. Não queremos um jeito novo de ser grupo de jovens ou tirar os jovens dos seus grupos existentes, mas convidá-los a introduzir a missionariedade como um elemento no seu processo formativo.

O curso que já tinha acontecido em Governador Valadares (MG) e em São Paulo (SP) o ano passado chegou desta vez no Rio com uma equipe formada pelo padre André (Coordenador da JEM), a Irmã Francisca (espiritana), Lucas e Renato (estudantes espiritanos)e Ana Paula (Leiga Espiritana). Como sempre contamos com o apoio logístico do Centro de Capacitação da Juventude (CCJ). O padre Francisco, pároco de São Cristovão, fez questão de coordenar pessoalmente a equipe de infra e de acolhida para que tudo seja previsto e preparado. A turma do Rio nos recebeu muito bem e o Curso aconteceu com o mesmo espírito alegre, descontraído e dinâmico sem deixar de ser um encontro sério de comprometimento, de reflexão e de oração. Não podemos deixar de parabenizar o padre Dionísio que nos visitou duas vezes no sábado e no domingo para o Almoço. Tudo isso nos faz sentir na pele a dimensão do “cor unum…” A JEM é o filho mais novo da grande família espiritana da UCAL que não pode parar de crescer e de se fortalecer. “Se a Juventude viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar…”

Ainda estão nos planos formar lideranças em Ceilandia-DF, São Paulo (zona leste), Amazonas e Acre.

Fotos em breve no skydrive. Algumas fotos já estão disponíveis no orkut (jemcssp) e no facebook (jemcssp). Para visualizar as fotos, clique no link a seguir: http://www.espiritanosbrasil.org/fotos.php?op=MostraAlb&idAlb=26ec1089482fa5eef82074a59624d343

Pe R. André, CSSp

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Publicado por em março 2, 2011 em Notícias

 

DNJ 2010

Que beleza!!!!!!!!

Oi minha gente. O DNJ 2010, foi um momento particularmente rico na nossa paróquia. “Se a Juventude viesse a faltar. O rosto de Deus iria mudar” (jorge Trevisol)

 
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Publicado por em outubro 29, 2010 em Notícias

 

Uma palavra “política” e “contextualizada”.

Oi minha gente. Uma palavra "diferente" (porque?) (nem eu sei…rsrsrsrs). Confira! Não esqueça também de comentar. Isso é bom para me animar, viu…
 

Uma palavra “política”

 

Até que enfim! Para os amigos que me escreveram para reclamar (rsrsrsrsrs) do fato de eu não ter postado nada nestes dias, venho com uma “palavra” contextualizada e atualíssima. Eu venho deixar uma palavra “política”, “cidadã”, “responsável”, “engajada”, mas também bíblica e cristã. Claro, que não poderia ser diferente. Como cristão que sou, a minha palavra tem que refletir minha vida e minha convicção (minha fé).

Esta palavra de hoje chegou também num contexto de alívio em relação ao meu estatuto de “imigrante”. O dia 10 de setembro de 2010 marcou o fim de um longo processo “normal” de prorrogação e de transformação do meu visto provisório especial para os ministros religiosos (ITEM VII) em permanente. Tudo seria “normal” de verdade se não fossem as várias multas indevidamente recebidas e cumpridas durante este período de quatro anos. Até por isso mesmo eu me sinto bem em partilhar esta palavra “política”.

Do que se trata?

É verdade que o clima pré-eleitoral em que estamos nadando, aqui, no Brasil, influenciou um pouco esta minha palavra de hoje, mas o contexto é bem outro. Desde 1971, o mês de setembro é chamado “mês da Bíblia”. De uma iniciativa local da Arquidiocese de Belo Horizonte, o “mês da Bíblia” passou a ser um grande projeto de evangelização em toda a Igreja do Brasil. Neste ano, o livro escolhido é o de Jonas. O tema “Jonas: conversão e missão” tem como objetivo nos levar a olhar as práticas missionárias de nossas comunidades à luz do livro desse profeta. Por sua vez, o lema “levante-se e vá à grande cidade” (Jn 1, 1) quer nos impulsionar ainda mais rumo a pessoas e lugares sedentos de Deus e carentes de nossa presença missionária.

Em sintonia com toda a Igreja do Brasil, a nossa paróquia de Lourdes proporcionou a semana da Bíblia (13-17 de setembro) em todas as comunidades para estudar e meditar o livro de Jonas. Foi durante o quinto encontro (ontem quinta-feira dia 16) que surgiu esta palavra que, só depois, vem sendo chamada de “política”. O trecho proposto para a reflexão do grupo é a passagem da conversão dos pagãos (Jn 3, 5-10). Eu não vou me alongar com análises e comentários sobre o comportamento do profeta, da sua mensagem e da atitude do próprio Deus diante da conversão dos ninivitas, não, mas quero retomar uma cena que me chamou a atenção e que poderia servir para os dias que estamos prestes a viver aqui, no Brasil, no próximo mês.

O versículo 5 deixou bem claro que foram os ninivitas (o povo) que começaram o processo de mudança e conversão. Eles receberam a mensagem do profeta, acreditaram em Deus e decidiram que cada um faria o esforço necessário. Ninguém mais fica procurando o culpado como aconteceu com os marinheiros (cf. Jn 1, 7), apenas tomaram consciência de que a mudança geral e nas estruturas precisava passar por cada individuo, inclusive pelos que têm responsabilidades maiores. Talvez, seja essa a maior lição do texto, não foi o rei que iniciou o processo de conversão, e sim, o próprio povo. No mesmo contexto, talvez não vá ser também os próximos eleitos que vão mudar o que está errado na política brasileira, e sim o povo. É o povo que precisa começar, até porque é este povo que escolhe os seus eleitos. Por isso eu digo, repetindo a lição dos ninivitas, ousemos (povo) votar diferente em 2010.

 

Que o seu voto seja o início de uma conversão!

 

Pe R. André, CSSp

 
 
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Publicado por em setembro 18, 2010 em Reflections

 

Última Hora… Juntar o útil ao agradável…

Bom dia minha gente…
 
É bom dia mesmo, né! Já percebeu que hora é enquanto estava digitando estas linhas? Não? Que bom então que não.!!
Na verdade, estou aproveitando do fato que as minhas noites de todas as quartas (a partir das 22 horas) são muito agitadas pela tradicional pelada dos padres da Diocese para partilhar uma pequena reflexão que fiz na última terça dia 29 de Junho de 2010. Alias, eu tenho um mal tremendo de encontrar o sono depois de tanto correr atras das bolas mal passadas pelos nossos aprendizes jogadores…rsrsrsrsrsr. Nada da falsa modestia, viu… rsrsrsr. Mas quem já me viu atuar sabe que sou craque mesmo. Só falta o professor Dunga aparecer para a minha primeira convocação com a amarelinha. rsrsrsrs…
 
Todos os bons católicos (rsrsrsrsrs) sabem que o dia 29 de junho marca a solenidade dos Santos Pedro e Paulo, mas a Igreja do Brasil decidiu transferi-la para o domingo mais proximo. Este ano, eu comecei o dia 29 de Junho celebrando as missa das 7 horas no hospital Nossa Senhora das Graças em Governador Valadares. Como pode se esperar as leituras eram do dia e não da solenidade que será celebrada este domingo 4 de Julho de 2010. Como sempre, depois da proclamação do Evangelho, eu dirijo a palavra para a pequena assembléia a fim de alimentar a sua oração. Foi então que comecei a fazer uma ligação entre o Evangelho do dia (a passagem da versão de São Mateus da tempestade acalmada: Mt 8, 23-27) com os Santos da festa do dia. Na verdade, e como sempre quando estou diante deste texto, eu não consegue me policiar para não fazer a seguinte pergunta: Como Jesus consegue ainda dormir no meio deste alvoroço dos discípulos amendontados pelas águas em fúria e os ventos contrários?
 
Com certeza, já ouvimos bastante propostas e respostas convincentes. Mesmo assim eu acho a persistência da pergunta na minha mente é interessante. Para mim, são estes tipos de interrogações que fazem bem ao coração porque mantém uma certa inquietação estimuladora capaz de nos fazer navegar em águas mais profundas da busca. Naquela manhã, eu não tinha dúvida que algo novo iria surgir, pelo menos para mim.
Porque a tempestade acalmada neste dia consagrado aos "fundamentos da Igreja" (segundo as palavras de Bento XVI)? Qual mensagem poderei extrair no contexto da solenidade das "colunas" da fé cristã? O que aprender para hoje? Na hora não tive nenhuma relação. Tentei dizer algo, mas voltei nas mesmas conclusões conhecidas. Mesmo com um certo medo de ter uma celebração muito demorada decidi improvisar e introduzir um momento de preces espontâneas para ver se uma luz pudesse clarear a minha mente. Nada. Aproveitei também para fazer uma prece silenciosa na intenção de um frutuoso resultado e ofereci dignamente, em comunhão com a assembléia, o sacrificio de louvor eucaristico e voltei para a casa paroquial.
 
No caminho do hospital para a comunidade paroquial, dependendo do caminho, eu tenho que passar por cinco semáforos. Naquela manhã, os dois primeiros não foram obstáculos, mas o terceiro me parou. Enquanto estava esperando, voltei a pensar naquele texto do Evangelho e sua relação com as duas figuras dos Santos Pedro e Paulo. Como o sinal demorou um pouco mais por causa da minha posição justamente atrás de dois ônibus, eu tive mais tempo para pensar. De repente piscou na minha memória a cena de um suposto conflito entre Paulo e Pedro relatado na carta aos Gálatas (Cf. Ga 2). Foi então que eu comecei a perceber porque eu estava com tanta certeza de que poderia ter uma relação entre o texto e os Santos do dia.
Independentemente da maneira como interpretamos este texto do capítulo 2 da carta aos Gálatas, uma coisa é certa: estamos diante de dois homens completamente diferentes um do outro, mas complementares. Estamos diante de dois estilos própriamente missionário e pastoral, mas essencial para a caminhada da Igreja. Pedro e Paulo, mesmo tendo recebido de Deus carismas e missões diferentes, são duas figuras interessantíssimas para as gerações de hoje. A convicção inabalável e vigorosa de Paulo precisa do jeitinho pastoral de Pedro para ser acolhida. É preciso ter um "jeito" parecido com o de Jesus quando se fala da missão na Igreja. É preciso ter um certo equilíbrio em tudo. Estou falando da maneira como, muitas vezes, nas nossas famílias, o jeitão forte do pai é adoçado pela ternura da mãe. Os dois são necessários. É preciso, sim, ter voz forte e convicta que mostra a direção, mas ao mesmo tempo é preciso ter o cuidadoso carinho que nos faz sentir de novo criança, capaz de sonhar.
 
Aos gritos confusos dos discípulos dentro da barca Jesus propor a tranquilidade da fé que vence o medo.
Quando as águas da sua vida querem te afogar, porque os ventos de uma religião sem vida; os ventos dos valores de uma sociedade sem rumo certo; os ventos da moda, da política e da economia são contrários, eu te digo, coragem, Jesus já elevou a voz! 
 
"MUITA CALMA NESTA HORA!"
 
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Publicado por em julho 1, 2010 em Reflections

 

Uma oração para hoje…

Estou de volta, para partilhar mais um fato inédito que aconteceu comigo hoje de manhã. São, como sempre, cenas do dia a dia que chamam muita atenção pelo jeito que aconteceram e pela força da mensagem. O texto a seguir (que eu escrevo com muita pressa) vem relatar este novo episódio da minha caminhada cristã e sacerdotal nesta terra do Brasil.
 
Não esqueça de deixar o seu comentário…
 
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Festa no sertão…

 

Bom dia minha gente,

Após um período considerável de silêncio não planejado venho deixar uma palavra especial de bênção e de paz na ocasião da Natividade de São João Batista (24 de junho). No Brasil, de um jeito particular e original, São João encontra-se no coração das alegrias das festividades juninas. No Evangelho de Lucas, o nascimento daquele que foi considerado o maior entre os nascidos de mulher foi simplesmente ocasião de muitas comemorações; não só para a família, mas também para os vizinhos (cf. Lc 1, 58). Para Zacarias, a recuperação das suas faculdades de falar lhe devolveu a voz e a vez de ser de novo pai de família. Talvez seja por isso que os primeiros sons que saiam da sua boca foram simplesmente um grito de louvor ao Deus da vida. Não é por acaso que as festas juninas são grandes ocasiões de alegria e de festanças.

As festas juninas no Brasil são, na sua essência, multicurais, embora o formato atual das comemorações carregue uma forte influência nas festas dos santos populares em Portugal: Santo Antônio, São João (santos casamenteiros) e São Pedro principalmente. É interessante notar que as festas juninas são celebradas com uma intensidade especial na Região Nordeste (com a presença de muitos turistas, com fartura de comida, quadrilhas, casamento matuto ou caipira e muito forró), também nos estados de São Paulo, Paraná (norte), Minas Gerais e Goiás. Por sua vez, a festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras[1]. Para mim, o ponto mais alto destas festas está no vestimento típico usado. Geralmente, os homens se vestem de camisa quadriculada, calça remendada com panos coloridos, e chapéu de palha, e as mulheres com vestido muito colorido e chapéu de palha sem esquecer o exagero na maquiagem. Não importa se for mulher ou homem, é preciso fazer bonito; é preciso parecer o mais caipira possível.

Hoje, eu acordei muito animado, ainda com as sequelas da tradicional pelada de quarta-feira, e fui rezar a missa das 7 horas no hospital Nossa Senhora das Graças no centro de GV. Era para ser uma missa simples (eu peço disculpa de falar assim da Santa Missa), sem muita pompa, mas uma voz vindo do funda da capelinha chamou a minha atenção.

Como de costume, eu sempre preparo uma pequena reflexão longa de dois minutos maximum para alimentar a nossa oração de ação de graças. Hoje eu decidi focar a minha intervenção na vocação de São João Batista. Ele nasceu para ser a voz clamando no deserto e convidando a sua geração para uma profunda conversão de vida. No meu pensamento, eu estava certo de demonstrar e de convencer a minha platéia que a missão confiada a João Batista é a mesma das pessoas da nossa época. É verdade que são duas realidades e duas épocas diferentes, mas eu me lembro, ainda com uma certa dose de segurança, ter dito que como São João devemos ser precursores, preparando os caminhos do Senhor mesmo se tudo estiver desfavorável. Proseguindo a minha lógica, eu comparei os dois contextos, humoristicamente, como duas realidades totalmente distantes uma da outra, mas semelhantes no sentido contrário: João Batista não usava nenhuma roupa convencional enquanto hoje a corrida pela última grife é quase uma obcessão; ele fugia de tudo que é zona urbana enquanto a nossa geração só pensa em morar em cidade grande; enquanto hoje as pessoas procuram se regrupar em condomínios fechados, João preferia passar o seu tempo todo no vasto mundo do deserto. Foi então, antes de terminar o raciocínio, ressoou:

– Posso dizer algo padre.

– por favor senhora, respondi.

Uma senhora sexagenária se levantou, deu uns passos para frente e olhou para mim e para a dúzia de fiéis (talvez um pouco mais) inconformada com esta intervenção inoportuna, pelo contexto. Ela sorriu e de novo voltou o seu olhar para mim e declarou firmemente:

– É padre, João Batista viveu e pregou no deserto, né. Eu também eu não me acho tão diferente dele não!

  Ah é? Respondi, como para convidar ela a desenvolver um pouco mais o seu pensamento.

– É mesmo heim seu padre. Lá em casa, eu estou vivendo num deserto. Ninguém me escuta! Estou quase sempre sozinha apesar de o meu marido e dois dos meus filhos ainda dormem lá, quando não saiem com os amigos. Estou sozinho a rezar. O meu marido se denânimou totalmente por tudo e nunca mais voltamos a conversar. Os meus filhos não me obedecem mais em nada e ainda adotam o silêncio como resposta e fazem o contrário do que eu disse. Estou me sentindo só. Para mim, eu sou uma Joana Batista. Talvez, a grande diferença é que com João Batista muita gente ia até ele no deserto enquanto eu estou gritando sem que ninguém ouviu a minha voz, mas eu vou continuar gritando e clamando por mudança lá em casa, porque eu acredito que é possível reveiver nos dias de hoje a cena do Evangelho que acabamos de proclamar (cf. Evangelho do dia: Lc 1, 57-66.80). Como foi possível para o velho Zacarias ter tantas ocasiões de alegria, eu acredito que é ainda possível para mim também. Por isso eu não desisto.

Depois desta última frase, uma lágrima vem descendo do alto do seu rosto e ela foi sentar-se. Eu também, decidi não acrescentar nada do que acabei de escutar. Alias não tinha mais nada a ser acrescentado nesta verdade que ela acabou de revelar. Cada um de nós, de uma maneira ou outra, tem experimentado a experiência desta mulher. Você concorda? Você já experimentou este tipo de sentimento? Quer desistir agora ou quer dar mais uma chance e tentar de novo?

Hoje, a pesar da qualidade e de tantas opções de comunicação estamos cada dia nos isolando. Parece que nós estamos numa ilha cercada de um mar de robos com aparência humana. As conferências “online” substituem os informais encontros amicais de verdade. Estamos deixando de viver. Melhor dizer estamos deixando de viver bem!

Que São João Batista interceda por nós a fim de reaprendermos a comunicar, quem sabe, para transformarmos os nossos desertos numa grande quadrilha.

 

Pe R. André Alcinéus, CSSp.


[1] Este ano a chuva não foi tão clemente com o Nordeste. Ainda esta manhã as notícias lembram mais de cem mortos, milhares de pessoas desabrigadas ou desalojadas, além de pontes e estradas levadas.

 
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Publicado por em junho 24, 2010 em Reflections

 

Um Evangelho ao sabor do dia-a-dia

Oi minha gente,
 
neste tempo de Quaresma, venho partilhar mais uma reflexão com vocês. Eu quero em primeiro momento avisar que foi escrita de modo rápido e sem grandes pretensões teológicas. Eu a coloquei aqui para valorizar uma forma da oração quaresmal verdadeira. Boa leitura e como sempre, aguardo as reações de vocês, viu…
 
Boa caminhada quaresmal…
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Um Evangelho ao sabor do dia-à-dia…

                Quarta-feira, dia 3 de março de 2010. São vinte e uma horas e trinta minutos. Acabei de chegar para a casa paroquial. Após a minha última obrigação pastoral do dia, me encontrei no silêncio do meu quarto para reorientar as atividades do meu amanha. (silêncio! Só pelo fato de que acabei de chegar, porque na verdade sempre gostei de uma música de fundo.) Foi então que deparei com a frase que é o título desta partilha. Estava escrita na primeira página da liturgia diária, como uma maneira de atrair a minha atenção.

                O Evangelho que estou falando é Aquele que o Diácono acabou de proclamar durante a Santa Missa na Comunidade Mãe de Deus da paróquia de Lourdes em Governador Valadares. É a famosa passagem do pedido da mãe dos filhos do Zedebeu encontrada no capítulo vinte de São Mateus (Mt 20, 17-28).

Que Evangelho é esse e que tem o sabor do dia-à-dia? Será que um só Evangelho tem este sabor? Dia-a-dia de quem?

São tantas as perguntas – válidas – que podem ser feitas diante do título. Antes de tudo, eu quero confirmar que estou falando do meu dia-a-dia; do que estou experimentando, ouvindo e testemunhando aqui no meu novo serviço como vigário paroquial. O que é tão comum assim neste trecho do Evangelho de Mateus? É o fato de Jesus levar consigo os dozes? Nada disso! Eles eram os seus companheiros mais fiéis (infiéis também). É o anuncio da sua morte? Será que foi a reação dos outros discípulos ao ouvir a resposta de Jesus ao pedido da mãe dos filhos do Zebedeu? Ou o pedido mesmo? Será? Em que este pedido foi tão especial, considerando que foram tantos os pedidos feitos ao longo da caminhada de Jesus? Qual é a resposta?

A resposta tem um aspecto de cada uma destas interrogações. É verdade que a resposta de Jesus deixou claro que o seu Reino é bem diferente das nossas concepções e dos nossos planos. Claro que o pedido das mães dos filhos do Zebedeu deixou os outros discípulos com muita raiva, mas o meu foco esta num outro aspecto do pedido.

Qual mãe não deseja o melhor para o seu filho? Como padre, eu não consegue mais contar quantas vezes ao dia as mães me pediram de lembrar o seu filho ou sua filha nas minhas humildes orações cotidianas. Qual mãe cristã nunca fez este mesmo pedido? Qual mãe cristã nunca fez uma oração parecida com a da mãe dos filhos do Zebedeu? Talvez as palavras usadas no contexto de hoje não sejam as mesmas literalmente, mas a intenção é a mesma: Querer o melhor para a sua família.

Que belo exemplo!

Agradeço a Deus pela ousadia desta mulher que, sem saber o que estava pedindo, nos deu a melhor orientação para a nossa oração diária.

Neste tempo da Quaresma, tempo de jejum, de esmola e de oração saibamos imitar esta mulher, procurando o melhor para nós e para as nossas famílias. Que nunca deixamos de andar na companhia de Jesus. Que procuremos sempre estar ao lado Dele. Que o exemplo da mãe dos filhos do Zebedeu nos ajude a rezar de verdade: Querer estar ao lado do Senhor, na sua presença. Isso nos basta! Isso é oração.

Pe R. André ALcinéus, CSSp

 
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Publicado por em março 4, 2010 em Au jour le jour

 

We Are The World 25 For Haiti – Official Video

Em nome do meu povo coloquei este video para cantar a vida e a esperança. Um abraço.

 

 
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Publicado por em fevereiro 13, 2010 em Au jour le jour