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Arquivo mensal: setembro 2010

Uma palavra “política” e “contextualizada”.

Oi minha gente. Uma palavra "diferente" (porque?) (nem eu sei…rsrsrsrs). Confira! Não esqueça também de comentar. Isso é bom para me animar, viu…
 

Uma palavra “política”

 

Até que enfim! Para os amigos que me escreveram para reclamar (rsrsrsrsrs) do fato de eu não ter postado nada nestes dias, venho com uma “palavra” contextualizada e atualíssima. Eu venho deixar uma palavra “política”, “cidadã”, “responsável”, “engajada”, mas também bíblica e cristã. Claro, que não poderia ser diferente. Como cristão que sou, a minha palavra tem que refletir minha vida e minha convicção (minha fé).

Esta palavra de hoje chegou também num contexto de alívio em relação ao meu estatuto de “imigrante”. O dia 10 de setembro de 2010 marcou o fim de um longo processo “normal” de prorrogação e de transformação do meu visto provisório especial para os ministros religiosos (ITEM VII) em permanente. Tudo seria “normal” de verdade se não fossem as várias multas indevidamente recebidas e cumpridas durante este período de quatro anos. Até por isso mesmo eu me sinto bem em partilhar esta palavra “política”.

Do que se trata?

É verdade que o clima pré-eleitoral em que estamos nadando, aqui, no Brasil, influenciou um pouco esta minha palavra de hoje, mas o contexto é bem outro. Desde 1971, o mês de setembro é chamado “mês da Bíblia”. De uma iniciativa local da Arquidiocese de Belo Horizonte, o “mês da Bíblia” passou a ser um grande projeto de evangelização em toda a Igreja do Brasil. Neste ano, o livro escolhido é o de Jonas. O tema “Jonas: conversão e missão” tem como objetivo nos levar a olhar as práticas missionárias de nossas comunidades à luz do livro desse profeta. Por sua vez, o lema “levante-se e vá à grande cidade” (Jn 1, 1) quer nos impulsionar ainda mais rumo a pessoas e lugares sedentos de Deus e carentes de nossa presença missionária.

Em sintonia com toda a Igreja do Brasil, a nossa paróquia de Lourdes proporcionou a semana da Bíblia (13-17 de setembro) em todas as comunidades para estudar e meditar o livro de Jonas. Foi durante o quinto encontro (ontem quinta-feira dia 16) que surgiu esta palavra que, só depois, vem sendo chamada de “política”. O trecho proposto para a reflexão do grupo é a passagem da conversão dos pagãos (Jn 3, 5-10). Eu não vou me alongar com análises e comentários sobre o comportamento do profeta, da sua mensagem e da atitude do próprio Deus diante da conversão dos ninivitas, não, mas quero retomar uma cena que me chamou a atenção e que poderia servir para os dias que estamos prestes a viver aqui, no Brasil, no próximo mês.

O versículo 5 deixou bem claro que foram os ninivitas (o povo) que começaram o processo de mudança e conversão. Eles receberam a mensagem do profeta, acreditaram em Deus e decidiram que cada um faria o esforço necessário. Ninguém mais fica procurando o culpado como aconteceu com os marinheiros (cf. Jn 1, 7), apenas tomaram consciência de que a mudança geral e nas estruturas precisava passar por cada individuo, inclusive pelos que têm responsabilidades maiores. Talvez, seja essa a maior lição do texto, não foi o rei que iniciou o processo de conversão, e sim, o próprio povo. No mesmo contexto, talvez não vá ser também os próximos eleitos que vão mudar o que está errado na política brasileira, e sim o povo. É o povo que precisa começar, até porque é este povo que escolhe os seus eleitos. Por isso eu digo, repetindo a lição dos ninivitas, ousemos (povo) votar diferente em 2010.

 

Que o seu voto seja o início de uma conversão!

 

Pe R. André, CSSp

 
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Publicado por em setembro 18, 2010 em Reflections