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Arquivo mensal: julho 2010

Última Hora… Juntar o útil ao agradável…

Bom dia minha gente…
 
É bom dia mesmo, né! Já percebeu que hora é enquanto estava digitando estas linhas? Não? Que bom então que não.!!
Na verdade, estou aproveitando do fato que as minhas noites de todas as quartas (a partir das 22 horas) são muito agitadas pela tradicional pelada dos padres da Diocese para partilhar uma pequena reflexão que fiz na última terça dia 29 de Junho de 2010. Alias, eu tenho um mal tremendo de encontrar o sono depois de tanto correr atras das bolas mal passadas pelos nossos aprendizes jogadores…rsrsrsrsrsr. Nada da falsa modestia, viu… rsrsrsr. Mas quem já me viu atuar sabe que sou craque mesmo. Só falta o professor Dunga aparecer para a minha primeira convocação com a amarelinha. rsrsrsrs…
 
Todos os bons católicos (rsrsrsrsrs) sabem que o dia 29 de junho marca a solenidade dos Santos Pedro e Paulo, mas a Igreja do Brasil decidiu transferi-la para o domingo mais proximo. Este ano, eu comecei o dia 29 de Junho celebrando as missa das 7 horas no hospital Nossa Senhora das Graças em Governador Valadares. Como pode se esperar as leituras eram do dia e não da solenidade que será celebrada este domingo 4 de Julho de 2010. Como sempre, depois da proclamação do Evangelho, eu dirijo a palavra para a pequena assembléia a fim de alimentar a sua oração. Foi então que comecei a fazer uma ligação entre o Evangelho do dia (a passagem da versão de São Mateus da tempestade acalmada: Mt 8, 23-27) com os Santos da festa do dia. Na verdade, e como sempre quando estou diante deste texto, eu não consegue me policiar para não fazer a seguinte pergunta: Como Jesus consegue ainda dormir no meio deste alvoroço dos discípulos amendontados pelas águas em fúria e os ventos contrários?
 
Com certeza, já ouvimos bastante propostas e respostas convincentes. Mesmo assim eu acho a persistência da pergunta na minha mente é interessante. Para mim, são estes tipos de interrogações que fazem bem ao coração porque mantém uma certa inquietação estimuladora capaz de nos fazer navegar em águas mais profundas da busca. Naquela manhã, eu não tinha dúvida que algo novo iria surgir, pelo menos para mim.
Porque a tempestade acalmada neste dia consagrado aos "fundamentos da Igreja" (segundo as palavras de Bento XVI)? Qual mensagem poderei extrair no contexto da solenidade das "colunas" da fé cristã? O que aprender para hoje? Na hora não tive nenhuma relação. Tentei dizer algo, mas voltei nas mesmas conclusões conhecidas. Mesmo com um certo medo de ter uma celebração muito demorada decidi improvisar e introduzir um momento de preces espontâneas para ver se uma luz pudesse clarear a minha mente. Nada. Aproveitei também para fazer uma prece silenciosa na intenção de um frutuoso resultado e ofereci dignamente, em comunhão com a assembléia, o sacrificio de louvor eucaristico e voltei para a casa paroquial.
 
No caminho do hospital para a comunidade paroquial, dependendo do caminho, eu tenho que passar por cinco semáforos. Naquela manhã, os dois primeiros não foram obstáculos, mas o terceiro me parou. Enquanto estava esperando, voltei a pensar naquele texto do Evangelho e sua relação com as duas figuras dos Santos Pedro e Paulo. Como o sinal demorou um pouco mais por causa da minha posição justamente atrás de dois ônibus, eu tive mais tempo para pensar. De repente piscou na minha memória a cena de um suposto conflito entre Paulo e Pedro relatado na carta aos Gálatas (Cf. Ga 2). Foi então que eu comecei a perceber porque eu estava com tanta certeza de que poderia ter uma relação entre o texto e os Santos do dia.
Independentemente da maneira como interpretamos este texto do capítulo 2 da carta aos Gálatas, uma coisa é certa: estamos diante de dois homens completamente diferentes um do outro, mas complementares. Estamos diante de dois estilos própriamente missionário e pastoral, mas essencial para a caminhada da Igreja. Pedro e Paulo, mesmo tendo recebido de Deus carismas e missões diferentes, são duas figuras interessantíssimas para as gerações de hoje. A convicção inabalável e vigorosa de Paulo precisa do jeitinho pastoral de Pedro para ser acolhida. É preciso ter um "jeito" parecido com o de Jesus quando se fala da missão na Igreja. É preciso ter um certo equilíbrio em tudo. Estou falando da maneira como, muitas vezes, nas nossas famílias, o jeitão forte do pai é adoçado pela ternura da mãe. Os dois são necessários. É preciso, sim, ter voz forte e convicta que mostra a direção, mas ao mesmo tempo é preciso ter o cuidadoso carinho que nos faz sentir de novo criança, capaz de sonhar.
 
Aos gritos confusos dos discípulos dentro da barca Jesus propor a tranquilidade da fé que vence o medo.
Quando as águas da sua vida querem te afogar, porque os ventos de uma religião sem vida; os ventos dos valores de uma sociedade sem rumo certo; os ventos da moda, da política e da economia são contrários, eu te digo, coragem, Jesus já elevou a voz! 
 
"MUITA CALMA NESTA HORA!"
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Publicado por em julho 1, 2010 em Reflections